quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Mística dos Pontos Concretos de Esforço e Partilha

“A partilha sobre os Pontos Concretos de Esforço não é um exame de consciência, nem a constatação de um sucesso ou de um fracasso, mas uma releitura dos esforços necessários para progredir na vida espiritual” (Guia das ENS, 30). 

Nessa última segunda-feira, dia 27, o Seminarista Jonathan apresentou para o Colegiado do Setor B o documento “Mística dos Pontos Concretos de Esforço e Partilha”: escrito pelo casal Mercedes e Álvaro Gomes-Ferrer em 1986; apesar do tempo, o texto é rico e profundo; traz para nós um aspecto fundamental do sentido dos PCEs, isto é, sua mística. 

A mística é algo que não se vê, mas que é uma realidade, na qual se acredita e se aposta tudo. É o sentido espiritual que envolve estes meios que ajudam na conversão pessoal e em casal. 

Numa apresentação repleta de exemplos práticos – que só acontecem nas “equipes da Grécia!” - o Seminarista Jonathan nos fez pontuais colocações como um chamado ao cumprimento dos PCEs com leveza e amor a Deus, pois quando os encaramos como peso, nosso verdadeiro encontro com o Senhor não acontece. 

Nos chamou a atenção também para a Partilha: quanto mais tempo de equipe, mais profunda e consistente deve ser esse momento, portanto, devemos preparar a partilha com o mesmo zelo com o qual preparamos o tema, listando como vivenciamos verdadeiramente cada PCE. 

O mesmo se pode verificar no campo espiritual. As ENS aspiram fazer de seus membros cristãos adultos. E, para isso, põem à sua disposição os meios de aperfeiçoamento que, conscienciosamente adotados e fielmente vividos, permitem-lhes uma progressão gradativa na vivência cristã, habilitando a dar constantemente o passo à frente em direção a Deus. 

O Seminarista Jonathan enfatizou aos presentes: “Jesus não prometeu mar de rosas para ninguém!” 

O estudo desse documento nos apontará relevantes e pertinentes caminhos que acentuarão nossa pertença ao Movimento. 

Sanderli e Toninho
CRS Jundiaí B

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

O Sexo e a Fidelidade Conjugal

A Igreja ensina o sentido profundo do sexo; e ele só deve ser vivido no casamento. “Pela união dos esposos se realiza o duplo fim do matrimônio: o bem dos cônjuges e a transmissão da vida. Esses dois significados ou valores do casamento não podem ser separados sem alterar a vida espiritual do casal e sem comprometer os bens matrimoniais e o futuro da família. Assim, o amor conjugal entre o homem e a mulher atende à dupla exigência da fidelidade e da fecundidade”.
No casamento, a intimidade dos esposos se torna um sinal de comunhão espiritual. "Entre os batizados, os vínculos do matrimônio são santificados pelo sacramento" (Catecismo da Igreja Católica § 2360). O Papa João Paulo II ensinou que: “A sexualidade, mediante a qual o homem e a mulher se doam um ao outro com os atos próprios e exclusivos dos esposos, não é, em absoluto, algo puramente biológico, mas diz respeito ao núcleo íntimo da pessoa humana como tal. Ela só se realiza de maneira verdadeiramente humana se for parte integral do amor com o qual homem e mulher se empenham totalmente um para com o outro até a morte” (Familiaris Consortio,11). 

Igreja gosta de apresentar aos esposos o exemplo de Tobias e Sara: “Tobias levantou-se do leito e disse a Sara: “Levanta-te, minha irmã, oremos e peçamos a nosso Senhor que tenha compaixão de nós e nos salve”. Ela se levantou e começaram a orar e a pedir para obterem a salvação. Ele começou dizendo: “Bendito sejas tu, Deus de nossos pais. Tu criaste Adão e para ele criaste Eva, sua mulher, para ser seu sustentáculo e amparo, e para que de ambos derivasse a raça humana. Tu mesmo disseste: 'Não é bom que o homem fique só; façamos-lhe uma auxiliar semelhante a ele'. E agora não é por desejo impuro que tomo esta minha irmã, mas com reta intenção. Digna-te ter piedade de mim e dela e conduzir-nos juntos a uma idade avançada”. E disseram em coro: “Amém, amém”. E se deitaram para passar a noite” (Tb 8,4-9).

“Os atos com os quais os cônjuges se unem íntima e castamente são honestos e dignos. Quando realizados de maneira verdadeiramente humana, significam e favorecem a mútua doação pela qual os esposos se enriquecem com o coração alegre e agradecido” (GS 49,2). A sexualidade é fonte de alegria e de prazer lícitos. Papa Pio XII mostrou claramente a legitimidade do prazer sexual para os cônjuges; o prazer sexual é legítimo para o casal. O próprio Criador estabeleceu que, nesta função (isto é, de geração), os esposos sentissem prazer e satisfação do corpo e do espírito. Portanto, os esposos não fazem nada de mal em procurar este prazer e em gozá-lo. Eles aceitam o que o Criador lhes destinou. Contudo, os esposos devem saber se manter nos limites de uma moderação justa” (Pio XII, discurso de 29 de outubro de 1951). 

Sem fidelidade conjugal o casal não tem vida sexual harmoniosa. Ela é a base do casamento; sem isso não há união sólida e família feliz. A infidelidade é hoje uma grande praga para as famílias; por isso a Igreja a combate fortemente: “O casal de cônjuges forma 'uma íntima comunhão de vida e de amor que o Criador fundou e dotou com suas leis. Ela é instaurada pelo pacto conjugal, ou seja, o consentimento pessoal irrevogável' (GS 48, 1). Os dois se doam definitiva e totalmente um ao outro. Não são mais dois, mas formam doravante uma só carne. A aliança contraída livremente pelos esposos lhes impõem a obrigação de a manter una e indissolúvel (Cf. CDC, cân. 1056). 'O que Deus uniu, o homem não separe' (Mc 10,9; Cf. Mt 19,1-12 e CIC §2364)."

"Aos casados mando (não eu, mas o Senhor) que a mulher não se separe do marido. E, se ela estiver separada, que fique sem se casar ou que se reconcilie com o seu marido. Igualmente o marido, não repudie a sua mulher” (1 Cor 7,10-11). É muito importante entender isto que o Catecismo da Igreja Católica ensina ao casal cristão: “A fidelidade exprime a constância em manter a palavra dada. Deus é fiel. O sacramento do matrimônio faz o homem e a mulher entrarem na fidelidade de Cristo à sua Igreja. Pela castidade conjugal, eles testemunham este mistério perante o mundo” (CIC §2365). 

São João Crisóstomo, bispo de Constantinopla e doutor da Igreja, do século V, sugere aos homens recém-casados que falem assim à sua esposa: “Tomei-te em meus braços, amo-te, prefiro-te à minha própria vida, porque a vida presente não é nada e o meu sonho mais ardente é passá-la contigo, de maneira que estejamos certos de não sermos separados na vida futura que nos está reservada [...]. Ponho teu amor acima de tudo, e nada me seria mais penoso que não ter os mesmos pensamentos que tu tens” (Hom. in Eph. 20,8: PG 62,146-147).


Prof. Felipe Aquino
Doutor em Física pela UNESP
Membro da TV Canção Nova
www.cleofas.com.br

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Mensagem


Ir ao encontro e acolher

“Eu não posso acreditar que a vida cristã de um casal seja muito profunda se ele não se sentir responsável por seus irmãos” (Pe. Caffarel).

Sem Jesus Cristo, não é possível viver em plenitude o amor humano. Por isso, precisamos estar unidos a Ele. O seu amor, que nos une, nos impulsiona ao encontro dos irmãos. A oração é indispensável para fortalecer essa união e para abrir o nosso coração à ação do Espírito Santo, que nos predispõe e conduz à prática da verdadeira caridade cristã, que se manifesta no servir.

Somos comparados por Jesus às ovelhas. As ovelhas procuram estar sempre unidas e são muito solidárias umas com as outras. Se uma ovelha adoece ou está ferida, todas se agitam e ficam em sua volta, cuidando para que reaja e melhore. As ovelhas ouvem e atendem ao chamado do seu pastor e não dão ouvidos aos que não conhecem. São fiéis ao seu pastor. Também nós precisamos estar unidos em comunidade e sermos fiéis ao nosso Pastor, cuja missão foi revelar a Misericórdia do Pai e salvar a todos. Quanta paz deve ter sentido o bom sa-maritano, que acolheu o ferido caído, limpou as suas feridas, deu-lhe a sua atenção e o seu tempo. Como Jesus deve tê-lo amado!

O que fez e o que nos pede Jesus?
Jesus foi ao encontro dos diferentes, dos excluídos, dos que se encontravam na outra margem. Foi à Samaria, atender e curar os leprosos e os pecadores. Foi ao encontro dos discípulos de Emaús. Foi à casa de Zaqueu. Há uma grande diferença entre esperar e ir ao encontro. Assim como tocou o coração do samaritano, Jesus nos pede para ir ao encontro dos que, por não conhecê-Lo, já perderam a esperança.

O que devemos fazer?
Ir mais além! Maria nos indica o caminho: “Fazei tudo o que Ele vos disser”. E Jesus nos diz como fazer, com palavras e obras. Ele espera que coloquemos em prática o compromisso que assumimos de nos esforçarmos no aperfeiçoamento da vivência do amor conjugal, expandindo esse amor aos filhos, aos que nos são próximos, àqueles por quem somos responsáveis e aos que, precisando de nós, pudermos ajudar. Temos um campo vasto para arar e agir.

O tema de estudos deste ano refere-se à Segunda Inspiração (1988), para chamar atenção para o serviço na Pastoral Familiar, além de outros meios sociais. Servir, para ajudar a curar as feridas causadas por tantas iniciativas impiedosas, não-cristãs, que resultam em provações e tristezas. Servir, para partilhar o amor. Amor que não transborda, não é amor.

É nesse plano que se coloca o nosso esforço pela santidade, não só para nós, mas para todos. A verdadeira caridade transforma e santifica quem a pratica e quem a recebe. A nossa caridade somente será fecunda na medida em que, através dela, as pessoas recuperarem a confiança no amor de Jesus.

Em meio aos sofrimentos provocados pela guerra, o Espírito Santo inspirou alguns poucos casais de oração a procurar o Pe. Caffarel, que formou, então, com eles, uma pequena comunidade. Juntos, foram em busca do que, para o momento, poderia parecer inusitado e fora de contexto, mas que constituía o que era essencial: redescobrir a vontade de Deus, colocada no coração de cada homem e de cada mulher, desde a criação.

A semente plantada na França, graças, mais uma vez, ao Espírito de Deus, chegou ao lar e aos corações de Nancy e Pedro Moncau. “Eis o que eu tanto ansiava”, exclamou Pedro. Conhecemos a história. Tal como uma figueira centenária e frondosa nasce de uma pequeninha semente, o Movimento cresceu e se consolidou no Brasil.

O Espírito Santo continua agindo, inspirando-nos a servir com amor, pois é desse jeito que Ele o fazia. Como fazê-lo, senão a partir do encontro profundo com o Cristo, fonte do próprio e verdadeiro amor?

Sílvia e Glauco 
CR Província Sul III
Carta Mensal - Agosto 2012

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Texto para Reflexão: Casa Queimada

Um certo homem saiu em uma viagem de avião. Era um homem temente a Deus, e sabia que Deus o protegeria. Durante a viagem, quando sobrevoavam o mar um dos motores falhou e o piloto teve que fazer um pouso forçado no oceano...

Quase todos morreram, mas o homem conseguiu agarrar-se a alguma coisa que o conservasse em cima da água. Ficou boiando à deriva durante muito tempo até que chegou a uma ilha não habitada. Ao chegar à praia, cansado, porém vivo, agradeceu a Deus por este livramento maravilhoso da morte. 

Ele conseguiu se alimentar de peixes e ervas. Conseguiu derrubar algumas árvores e com muito esforço conseguiu construir uma casinha para ele. Não era bem uma casa, mas um abrigo tosco, com paus e folhas. Porém significava proteção. Ele ficou todo satisfeito e mais uma vez agradeceu a Deus, porque agora podia dormir sem medo dos animais selvagens que talvez pudessem existir na ilha.

Um dia, ele estava pescando e quando terminou, havia apanhado muitos peixes. Assim com comida abundante, estava satisfeito com o resultado da pesca. Porém, ao voltar-se na direção de sua casa, qual tamanha não foi sua decepção, ao ver sua casa toda incendiada. Ele se sentou em uma pedra chorando e dizendo em prantos:
-  Deus! Como é que o Senhor podia deixar isto acontecer comigo? O Senhor sabe que eu preciso muito desta casa para poder me abrigar, e o Senhor deixou minha casa se queimar todinha. Deus, o Senhor não tem compaixão de mim?

Neste mesmo momento uma mão pousou no seu ombro e ele ouviu uma voz dizendo:
- Vamos rapaz?

Ele se virou para ver quem estava falando com ele, e qual não foi sua surpresa quando viu em sua frente um marinheiro todo fardado e dizendo: 
- Vamos rapaz, nós viemos te buscar!
- Mas como é possível? Como vocês souberam que eu estava aqui?
- Ora, amigo! Vimos os seus sinais de fumaça pedindo socorro. O capitão ordenou que o navio parasse e me mandou vir lhe buscar naquele barco ali adiante.

MORAL DA HISTÓRIA 

É comum nos sentirmos desencorajados e até mesmo desesperados quando as coisas vão mal. Mas Deus age em nosso benefício, mesmo nos momentos de dor e sofrimento. 

Lembrem-se: Se algum dia o seu único abrigo estiver em chamas, esse pode ser o sinal de fumaça que fará chegar até você a Graça Divina. Para cada pensamento negativo nosso, Deus tem uma resposta positiva. Confie!

Colaboração: Ricardo e Bete
Equipe 6B - Jundiaí

Mensagem


domingo, 19 de agosto de 2012

Outdoor

Vejam isto:


Esta foto foi postada em um grupo do Facebook, por um equipista de Taubaté (Jorge Luís Alves), com o seguinte comentário:


É isso aí! Vamos divulgar as maravilhas do nosso movimento, por todos os meios... Força irmãos!


Apresentações Coral PAIM

A PAIM - Pastoral de Atendimento e Integração do Menor - desenvolve seus projetos há 15 anos com crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, sobretudo aqueles que passam a maior parte de seu tempo nas ruas da comunidade Vila Ana, no município de Jundiaí. Constata-se que tais crianças e adolescentes são, em geral, privados de afeto, boa alimentação, condições de saúde e higiene, lazer, educação, etc., confirmando-se como atividades essenciais de um programa de apoio socioeducativo.

As Equipes de Nossa Senhora em Jundiaí, tem a responsabilidade de ajudar na manutenção desta Pastoral, através dos seus casais.

Um dos projetos de maior expressão dentro da PAIM é o Coral, que é formado por crianças e adolescentes envolvidos pela música. 

Segue abaixo um cronograma das próximas apresentações do Coral da Paim:

  • Dia 20/08 - 19:00 hrs - Missa na Paróquia Nova Jerusalém, na abertura da Semana da Família, com Dom Vicente Costa, bispo diocesano.
  • Dia 22/09 - 16:00 hrs - Encontro de Corais, na Sala Glória Rocha (Centro de Artes - Rua Barão de Jundiaí, 1093).
  • Dia 03/11 - 16:00 hrs - Apresentação de 10 anos do Coral Despertando, na Sala Glória Rocha (Centro de Artes - Rua Barão de Jundiaí, 1093).
Compareça e prestigie!

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Retiro Anual de Agosto/12

O retiro das ENS ocorrido entre os dias 10 e 12 de Agosto foi uma grande bênção na vida de todos os casais presentes. Tivemos o privilégio de participar do primeiro retiro pregado pelo pe. Márcio Odair (Marcinho). Com toda a energia de sua juventude e sua alegria, trouxe para o retiro o tema "Jesus Cristo, caminho de oração e comunhão".
  
Inspirando-se no livro do Gênesis, trouxe à memória de todos a origem do pecado em Adão e Eva e da ruptura que houve no plano de Deus, fonte de todo o sofrimento humano. Baseado na trajetória de Abraão e a passagem em que Deus pede seu amado filho Isac em sacrifício, nos fez refletir sobre nosso momento presente e meditarmos sobre quais são os "Isacs" de nossas vidas, ou seja, aquilo que temos colocado a frente de Deus em nossas escolhas e no nosso coração. Inspirado na vida o rei Davi, em seu pecado e também na sua reconciliação com Deus, nos mostrou como o Senhor sempre perdoa. E na passagem em que Elias se cansa e pede para desistir da sua jornada, nos lembrou de que Deus está sempre do nosso lado e nos dá força para seguir adiante. 

O Pe. Marcinho contou com a valiosa ajuda do seminarista Lupércio, presente em alguns momentos em que o padre precisou estar ausente.

Este retiro foi revigorante para todos os presentes, sentimos a presença do Senhor conosco a todo momento, iluminando os pregadores na Palavra e alimentando a todos os participantes na comunhão da Sagrada Eucaristia. Queremos transmitir a todos os casais de nosso movimento a importância de realizarem este Ponto Concreto de Esforço neste ano de 2012. 

Gostaríamos de agradecer muito pela presença do Pe. Marcinho, do seminarista Lupércio e também dos padres presentes no momento Penitencial. A toda a equipe de trabalho, sigamos firmes! Amém.

Érica e Alexandre Gruer
Equipe 18A - Jundiaí

As fotos deste final de semana estão aqui.
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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

CD-ROM XI Encontro Internacional


Ótima notícia: o site oficial do XI Encontro Internacional das ENS - realizado no último mês, em Brasília - disponibilizou o material para se fazer um CD-ROM contendo todas as palestras que foram apresentadas no Encontro.

Não perca tempo! Baixe agora mesmo o conteúdo, que está disponível aqui e grave em um CD. Pronto! Você terá um material riquíssimo em suas mãos, para usar como quiser: estudando, presenteando, promovendo grupos de discussão...

É importante lembrar que o arquivo tem extensão ZIP (ou seja, está compatado). Antes de passar para o CD-ROM, descompacte. Vale observar ainda que, por ser um amplo material, o arquivo está bem grande (147,3 Mb), por isso pode demorar para completar o download (dependendo da velocidade da sua conexão de internet).

O protagonismo da família

Queridos irmãos:

Convidamos todos a lerem com os olhos do coração os seguintes versos da música “Utopia”: “No fim da tarde / quando tudo se aquietava / A família se ajuntava / Lá no alpendre a conversar. / O tempo passa / E hoje eu vejo a maravilha / De se ter uma família / Enquanto muitos não a têm. / Há tantos filhos / que bem mais do que um palácio./ gostariam de um abraço / E do carinho de seus pais./ Se os pais se amassem / O divórcio não viria / Chamam isso de utopia / Eu a isso chamo paz”. Cabe a nós refletir a realidade atual, a partir do que disse Paulo VI em defesa do “papel primordial” da família “natural, monogâmica e estável”. Certamente é difícil ao homem secularizado tornar compreensíveis as exigências do Evangelho (Bento XVI).

Em vista disso, estamos convencidos de que, se não fizermos do Evangelho o estatuto de nossa vida familiar, a “família” imergirá no caos, por isso propomos, neste mês em que se celebra a Semana Nacional da Família, dirigir nossa atenção para as pertinentes e relevantes palavras do Papa Bento XVI acerca desse “bem” tão precioso e frágil:

“A família fundada no matrimônio entre um homem e uma mulher e aberta à vida, continua a impor-se como o caminho principal para a geração e o crescimento da pessoa”.

“A família é um ´recurso decisivo` não só para ´regenerar sempre de novo a Igreja` mas também para vivificar o tecido social”.

“Matrimônio e família são instituições cuja verdade deve ser promovida e defendida de qualquer equívoco, porque todo o dano a elas causado é realmente uma ferida que se inflige à convivência humana como tal”.

“A família é riqueza para os esposos, bem insubstituível para os filhos, fundamento indispensável da sociedade, comunidade vital para o caminho da Igreja”.

“A família é lugar privilegiado de educação humana e cristã e permanece, para esta finalidade, a melhor aliada do ministério sacerdotal”.

“A família cristã que consegue viver o amor como comunhão e serviço, como dom recíproco e abertura a todos, reflete no mundo o esplendor de Cristo e a beleza da Trindade divina”.

Que a Sagrada Família de Nazaré ajude nossas famílias a serem irradiadoras da presença de Cristo no mundo.

Com carinho

Cida e Raimundo 
CR Super-Região

Fonte: Carta Mensal - Agosto/12

terça-feira, 7 de agosto de 2012

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Daniel Godri faz palestra em Jundiaí

Daniel Godri é equipista de Curitiba há 40 anos e participou do Encontro Internacional de Brasília com um testemunho fantástico. Ele estará em Jundiaí dia 16/08 fazendo uma palestra na Sede do Grêmio CP. Vale a pena!

Godri é autor do livro "Conquistar e Manter Clientes", que está na 110º edição e mais de 500 mil exemplares vendidos. É também autor de 82 títulos de fitas de vídeos e DVDs para Treinamento, com os mais variados temas. Dentre eles, se destacam Motivação, Vendas, Auto Estima e Atendimento.Daniel Godri é hoje o palestrante mais aplaudido do Brasil, seus vídeos no you tube ultrapassam a 23 milhões de visualizações, toda a crítica especializada em Recursos Humanos e Treinamento elegem esta a melhor palestra do Brasil.

Para maiores detalhes e compra de ingressos, clique aqui.

Informações enviadas por Ricardo Zuim (da Bete)
Eq. 06B

O amor entre os casais

Os casais deverão se amar eternamente, ou no mínimo durante a sua vida na Terra. O que Deus uniu, que os homens não desunam. O amor é que vai prover um entrelaçamento sempre harmonioso entre homem e mulher, esposo e esposa. Existem várias formas para se demonstrar amor, o ruim são os casais não demonstrarem nenhuma forma de amor dentro dos seus lares. A promessa "até que a morte nos separe" está ficando cada vez mais difícil de ser cumprida pelos casais. A possibilidade de se divorciar com mais facilidade e ter a esperança de iniciar uma nova vida com outra pessoa faz com que muitos relacionamentos acabem. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), os divórcios aumentaram 20% em dez anos. Geralmente a mulher é que toma a iniciativa de se separar, ainda que o parceiro também esteja insatisfeito. "O homem não gosta de ser o responsável pelo rompimento do casamento.

As esposas, segundo determinação bíblica, “Deverão amar seus maridos” (Tito 2:4). Dedicação de amor é algo essencial na vida do casal. Sem demonstrações de amor, o casal tende a distanciar-se um do outro, a chama matrimonial tende a ficar fraca. Quando demonstramos amor, acendemos a chama do querer, damos demonstração da nossa intensidade de querer aquela ou aquele que unido a nós está, é o amor que demonstra ser o outro ou outra o amor da nossa vida. O amor que dispomos aos demais demonstra a nossa preocupação com o bem estar de outros, isto vale para o casal. Segundo psicanalistas, quando a relação vai mal, é muito comum o homem criar armadilhas para que a mulher tome a iniciativa de terminar. "Ele fica distante, economiza atenção e carinho, prioriza o trabalho e os programas com os amigos", explica o especialista. Na maioria das vezes, as discussões sobre o relacionamento são iniciadas pelas mulheres. "Em geral, elas se incomodam e buscam reverter à situação; querem melhorar ou terminar de vez", explicam os especialistas.

O amor de Jesus pela igreja ilustra muito bem o amor que os esposos deverão ter por suas esposas. Quantos obstáculos não teve Jesus para demonstrar seu amor pela igreja? Contra muitos, Ele lutou pra demonstrar seu amor, Ele nos amou tanto que deu sua vida para que pudéssemos ser salvos. Assim o esposo deverá preocupar-se com o bem-estar da esposa, logicamente do seu lar. Um lar sem amor, que lar é este, se não um lar ruindo, uma casa prestes a cair, fraca em seus alicerces matrimoniais, um local sem alegria, uma residência fria e cheia de contendas. O esposo ou a esposa deve alimentar ou tratar sua casa, seu lar com carinho. O esposo não deverá usar sua autoridade só para agradar a si mesmo, mas para fazer o que é melhor para a família. O egoísmo no casamento causa separação, ninguém gosta de ter como parceiro uma pessoa egoísta: “Amor não é egoísta” (1Coríntios 13:5); “O amor não faz mal ao próximo. De modo que o amor é o cumprimento da lei” (Romanos 13:10). Geralmente são as mulheres as mais sentimentais. "Para elas, a falta de amor é motivo para terminar uma relação. Já os homens analisam todas as dificuldades de uma separação", diz os analistas matrimoniais. O fim do amor não é determinante para o rompimento na cabeça do homem. Ele avalia outros aspectos, como o social, financeiro e até o companheirismo. "A relação pode estar ruim, mas estabilidade é fundamental para o sexo masculino”, explica os profissionais na matéria.

Enquanto um ou ambos os cônjuges insistirem egoisticamente no seu próprio caminho, pensamentos, diferenças não serão resolvidas. Pendengas não serão solucionadas, conversas amistosas não existirão. Senhores, os problemas sérios podem ser resolvidos somente quando queremos buscar o bem-estar de outros, além do nosso próprio. O egoísta não pensa assim, o egoísmo no casal é danoso até para os filhos, casal é casal, e os assuntos devem ser resolvidos a dois, com a decisão dos dois. Amados casais, o amor entre os cônjuges é uma decisão da vontade de estar junto à outra pessoa por querer, não por interesse de coisas, seja elas quais forem.

O amor pode ser governado, porque é matéria de vontade: “Vós, maridos, amai a vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, a fim de a santificar, tendo-a purificado com a lavagem da água, pela palavra, para apresentá-la a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem qualquer coisa semelhante, mas santa e irrepreensível. Assim devem os maridos amar a suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo” (Efésios 5:25.28). Podemos decidir amar ou não, assim como podemos decidir obedecer ou não a qualquer outro mandamento. Na vida a dois, não existe uma vontade única, uma decisão única, esta vontade, decisão, deve ser do casal em comum acordo. Na vida de casal, o crescimento é para ambos, e a perda é de ambos, podemos decidir viver bem ou mal como casados, mas que saibamos também que é desta decisão que surgem os problemas ou a vida de paz dentro do lar. Vivendo bem, teremos paz, de outra forma teremos problemas diversos.

Alguns pensam que o amor apenas acontece e não pode ser dominado. Não é bem assim: você "se apaixona" ou deixa de amar; assim, se um casal "simplesmente não ama mais um ao outro", nada pode ser feito exceto obter um divórcio. Mas quando percebemos que podemos decidir amar, percebemos também que podemos pôr amor e dar seguimento ao nosso casamento. O fracasso no casamento vem quando egoisticamente decidimos que não dá mais, simplesmente cruzamos os braços e deixamos que consequências danosas minem de vez este relacionamento, não havendo outro jeito a não ser a separação. Quem decide acabar o amor somos nós, quem decide transferir o amor somos nós, então se o casamento acaba por falta de amor, acaba porque queremos acabar, somos nós os responsáveis por isto, que não culpemos situações ou outras pessoas, traições antigas.

Como Cristo Jesus iniciou o amor pela igreja quando éramos pecadores que não agiam amorosamente para com ele, assim é a responsabilidade primeira do esposo iniciar o amor. O mandamento é ressaltado para o homem. Ele tem que amar a esposa primeiro e pôr amor na relação, como Cristo primeiro amou a igreja. Em Romanos esta escrito: “Pois, quando ainda éramos fracos, Cristo morreu a seu tempo pelos ímpios. Porque dificilmente haverá quem morra por um justo; pois poderá ser que pelo homem bondoso alguém ouse morrer. Mas Deus dá prova do seu amor para conosco, em que, quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós” (Romanos 5:6-8), Cristo amou-nos enquanto ainda éramos pecadores, não porque éramos tão amáveis que ele não pôde se conter. Ele decidiu fazer o que precisávamos que fosse feito. Nós, para salvar um casamento, devemos fazer tudo, se possível até mudar nosso modo de viver, se este modo está causando o desmoronamento dele.

Se Jesus manda que amemos os nossos inimigos, como não amaríamos aquela que tudo deixando optou em viver ao nosso lado como somos, ricos ou pobres, feios ou bonitos, velhos ou novos? Amar ao próprio inimigo é mais ou menos o que custaria pôr amor em alguns casamentos! Quando amamos os nossos inimigos, não é porque incontrolavelmente "nos apaixonamos", mas porque decidimos fazer o que é melhor para eles, e por que não para nós também, o que me trará de bem um inimigo? O amor é sábio, portanto, tendo o amor, serei sempre sábio. Amando meu inimigo, fazendo algo por seu bem, um dia ele terá amor por mim também.

A declaração "Eu simplesmente não o/a amo mais" é uma confissão de pecado, de fraco, é alguém que decidiu dizer sim ao pedido do diabo. É preciso arrepender-se desta declaração e corrigi-la como um ato de boa vontade e amor. Quando há discordâncias de algo dentro do casamento e não buscamos resolver, coisas sérias vão se acumulando, no casamento as coisas não podem ficar sem serem resolvidas. Dessa forma, sem buscar resolver conflitos, ambos os cônjuges não está decidindo mostrar amor um para com o outro. O amor precisa ser expressado, posto em ação, demonstrado de todas as formas a quem se ama. Assim, os esposos deverão expressar amor um pelo outro em palavras.

Isto não exige um "sentimento" avassaladoramente romântico, que jorra sem parar, ele só não pode é deixar de ser expressado. Estamos aqui discutindo o amor por fruto da vontade. Podemos e devemos afirmar, pela decisão da nossa vontade, que amamos a outra ou outro que optou em viver ao nosso lado, que a outra pessoa dentro do nosso casamento saiba que ainda a amamos, estamos empenhados em salvar sempre o casamento e seu bem-estar. Senhores, o amor deverá ser expressado pelo que fazemos, por atitudes nossas. Por fim, digo que o amor a outros exige que amemos a Deus e guardemos seus mandamentos. Guardar os mandamentos de Deus é amar a Deus, e quem ama a Deus não peca contra o seu mandamento. O casamento é mandamento de Deus. O amor exige dedicação. Doar-se é a essência do amor. Lembremos João: “Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito”( João 3:16). Que os casais por amor dêem a vida pelos seus casamentos para que nunca se acabem. Amém.

Texto enviado por Cida e Moacir
Eq. 05A