segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

O espírito de pertença

Na vida religiosa a palavra "pertença" não deve ser usada como o significado corriqueiro do verbo "pertencer". Para nós, pertença não é apenas o ser parte, é mais, é principalmente fazer parte ativa. Está relacionada a uma ideia de enraizamento, de integração e interação plenas, em que o indivíduo constrói e é construído, em que se sente "vento" e "vela", em que planeja e também se vê parte de um projeto, em que modifica e é modificado. "Espírito de pertença" comunga do mesmo propósito, seguindo o exemplo das primeiras comunidades cristãs: “A multidão (...) era um só coração e uma só alma...” (At 4,32).

Embebidos pelo espírito de pertença, nós equipistas deveríamos ter o desejo de ver outros irmãos equipistas recebendo as mesmas graças que Deus derrama sobre nós. O nosso ideal seria promover o fortalecimento, em um primeiro momento, da nosso própria equipe, fortalecendo a verdadeira amizade, buscando o espírito fraterno e depois de fortalecidos, a expansão do movimento, e para isso trabalharmos no sentido de vê-lo crescer e de surgirem ou voltarem novas equipes e equipistas que nos deixaram. Estarmos animados por um ideal comum que seja com alegria o que é bom para todos.

A primeira característica de quem está cheio do espírito de pertença é o seu desejo de servir desinteressadamente como ensinou Jesus (Mc 10, 45); ser cristão é assumir como lema de vida o serviço aos irmãos.

O espírito de pertença está fortemente relacionado ao serviço, à doação de si aos outros irmãos e às equipes. A Fraternidade nos dá muita força e quem entende isso passa também a querer dar aos demais o que tem recebido. Na sua primeira carta, Pedro exorta os irmãos: "Todos vós, conforme o dom que cada um recebeu, consagrai-vos ao serviço uns dos outros, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus" (1 Pd 4,10). Dessa forma torna-se possível dizer: Eu pertenço ao movimento de Nossa Senhora, dele me nutro, a ele me doo.

A pertença também anda ao lado da fidelidade. Esta fidelidade é indissociável da responsabilidade que deve ter todo equipista em relação ao movimento. Em qualquer nível é a fidelidade que identifica o sentimento de pertença a esta Família Religiosa. A estes será dada a devida recompensa, como na parábola, os talentos.

"Parabéns, servo bom e fiel! Como te comportaste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mais. Vem participar da alegria do teu Senhor!" (Mt 25, 21). Se o irmão enterra o talento recebido, que ocupação terá, já que abandonou o seu instrumento de trabalho?

Se a pertença é serviço e fidelidade, o serviço e a fidelidade são o Amor. Não existe amor maior do que doar a sua vida pelos amigos (Jo 15, 13).

É dedicando a sua vida e doando o seu amor que se pratica a pertença e, por sua vez, essa atitude nos faz re­ceber amor de volta. Santo Agostinho nos diz que "só o amor conhece o segredo de enriquecer cada vez mais a si mesmo dando aos outros”.

A pertença, portanto, implica no amor à equipe e ao movimento. Compromisso, ação, fidelidade e zelo são suas palavras­ chave. É com essa compreensão que Nós deveríamos afirmar: O Amor me compromete, me faz parte ativa, me torna fiel, me torna responsável. E como desdobramento ele exala a per­tença dizendo: Eu entendo a mística (espiritualidade), vivo o carisma, adoto a pedagogia, sigo as regras, participo dos eventos, aceito os encargos.

Em Cristo e Maria, Mãe e Serva. Que Deus nos abençoe sempre, amém!

Equipe 3A
 Jundiaí/SP

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